9.6.09

For you, my dear!

Fui cobrada ontem: por que nunca digo (diretamente) mais sobre mim. Estou nos meus textos, disse. Mas não foi suficiente. Então...

Nunca fui uma pessoa de desistir das coisas, nem das pessoas. Talvez complascente demais, é verdade! Mas como minha vida vem tomando um rumo a princípio não planejado (que creio eu estar escrito, pois não vejo outra razão para que tudo acontecesse assim), às vezes pergunto-me por que neste sentido pareço teimosa em não desanimar: seria mesmo perseverança?!


Em menos de dois meses embarquei numa jornada desconhecida, desejada por muitos e absolutamente resvalada por minhas esperanças. E joguei-me nela, depois de muitas lutas, muitos sacrifícios, muitas lágrimas, mas também muitos sorrisos e fé. Tudo isso porque para algumas pessoas, as respostas para as escolhas feitas ou o resgate de débitos passados se pronunciam sem temor; e fui!

Fui e encontrei-me numa redoma de diferenças, de línguas, de egos, de simplicidade e de conhecimento. Muitos conhecimentos! Um tanto atropelados, talvez...muita coisa ao mesmo tempo, com perfis e bagagens distintas num mesmo espaço, o que significa assimilações também distintas. Mas todos têm seu encanto, seu ponto forte e comigo não foi diferente!

Em algumas ocasiões, ser uma comunicóloga mais à avessa que pode existir, atrapalha. Pergunte-me o que quiser numa conversa informal sobre meus trabalhos ou 'conhecimentos' e vais ter a pessoa mais tagarela que já viu; mas dê-me uma platéia e as coisas mudam de figura.
Estar sob as lentes, holofortes, ser o centro ainda que por minutos nunca foi meu forte. Palestras, Comunicações sempre foram difíceis (meus amigos e colegas que o digam!)... mas nada que práticas constantes não ajudem. O certo é que sempre gostei de trabalhar por trás das câmeras, não na frente! E como gostava (era [ainda sou!?] uma máquina de trabalho. Sem horários pra almoço, cafezinho, nada)...fiz muitas amizades! Sempre sorrindo (espontaneamente e não só por educação!), solícita, carinhosa até, o que as vezes me causava problemas quando se tratava de rasos. Nunca esqueci a entrevista com o escritor Thiago de Melo, no Vila Rica...foi incrível e como ele foi raso (rs)!. Assim segui...até aqui!

Falo muito em 'muitos' momentos, e dependendo do 'círculo' falo quase nada (para alguns sou um mistério em forma de gente): expressão séria, olhar direto [que devo ter herdado do meu bisavô índio!], feição moleca (difícil acreditar!), que se solta e causa espanto em que vê justamente pelo lado bravio indígena.

Mas assim caminho...e quanta coisa diferente do que era minha labuta: pré-história, evolução humana, geologia, lítico, arte rupestre...confesso que de início assutei-me, mas depois as coisas foram se encaixando e fui me encontrando e hoje posso dizer que faria tudo de novo: todos os sacrifícios (que não foram poucos e que detiveram uma imensadão de amigos!), todas as preocupações e noites de sono perdidas (minhas e dos meus!) por não saber como se resolveriam determinadas coisas! Algumas pessoas não têm idéia do quão preocupado pode estar um sorriso expresso num momento de descontração...

Muita coisa para mim ainda precisa de bases
mais forte: alguns "chumbamentos" no histórico (por bobagem, até...saber a resposta e trocar as bolas por estar sob pressões 'exteriores'); alguns contratempos, alguns olhares tortos...nada que concentrar-se nos seus objetivos e nos livros não resolva (rs)!

Talvez por não ter medo das falhas, derrotas, contratempos, e por gostar de estar em movimento, trabalhando, realizando, não desista das minhas coisas, a não ser que aprenda com a vida que assim deve ser! Chorar sempre que tiver vontade, brigar se for preciso (mesmo detestando brigas!) e continuar...não disseram que o que é admirável em mim é que eu gargalho das dificuldades e não desanimo?! Então, que seja!

O amanhã? Não faço idéia, mas idealizo-o e busco. Busco em paz, tranquila, tentando fazer meu melhor! No meu tempo...

Respondido, jovem?!

1 comentários:

Lorena disse...

Milena, sempre acompanho o seu blog, mas um canal de comunicação entre os continentes...Esse post em especial me chamou a atenção, realmente é a 1ª vez que expõe, mesmo q pouco, a sensação e o desafio desta oportuniddade q lhe foi dada. Sempre t desejei sorte, o q é pouco, diante dos entraves da vida. Te desejo além disso, muita força e persistência e acredito tb q vc consegue, vc pode, vc deve seguir em frente...
Um grande abraço,
Lorena