23.7.09

Beatles x Stones = a rock?!

Dia 13 de julho foi o dia do rock. Nada de novidade, visto que rock, para mim, tem um significado muito mais amplo (talvez normal) e até certinho do que os vários adjetivos que costumam lhe dar. Enfim, não vou falar muito sobre esse ritmo (?), estilo (?) tão antigo e ao mesmo tempo contemporâneo, porque já muito se falou e homenageou por toda a parte. O que posso dizer é que eu A-D-O-R-O! Cresci ouvindo de tudo (tudo de bom!) relacionado a música e rock'roll fez parte disso. Ainda era guria quando ouvia Beatles, Janis, Stones, Hendrix, Elvis, James Brown, Little Richards...e por aí vai.

Na realidade, já tinha desistido desse post. Ficou no rascunho do blog desde o dia 13, mas no sábado, uma discussão com um professor do mestrado, fez-me voltar a ele e pôr o vídeo abaixo. Havia uma festa de comemoração pelas defesas de teses da turma do segundo ano, num restaurante e dentre uma música e outra, não lembro como, começamos a falar de música e de rock...paramos no embate entre Beatles e Stones. Eu dizia que preferia Beatles, apesar de adorar Stones; ele me dizia que Beatles não era rock, que rock de fato, com toda a bagagem que ele trazia, era feito pelos Stones. Pois bem, a conversa se deu por horas e um teimava com o outro, mas...gosto é gosto, né? Ele continua achando que eu não sei nada de rock por gostar de Beatles, afinal, para ele, todos valem, exceto Beatles...e eu teimo que Beatles, apesar de considerados 'engomadinhos' e tal, era uma super banda e continuo a cantarolar suas músicas, a emocionar-me com elas e viajar por uma época maravilhosa. Assim ficamos! Ele com Stones e eu com os Beatles.

Temos graaaandes nomes do rock nacional e internacional, e claro que os quatro garotos de Liverpool não são soberanos e para alguns, sua música nem é considerada rock, mas para mim, eles têm um sentido todo especial: é uma banda que faz parte da minha infância, das viagens com meus pais, das brincadeiras, do violão sb as bençãos da lua cheia, de quando meu pai ensaiava com a banda nos fins de semana, e lá estava eu, pirralha, a passear entre os instrumentos e aquele cadernos enorme cheio de letras...enfim...de tudo
Certinhos ou não, polêmicos ou não, Beatles para mim ainda é uma grande banda e continuarei a tê-la em minhas discografias. E com a canção Money, faço minha homenagem ao dia do rock.

Ouxe, que deu saudades agora!

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Quilombolas e alguns sonhos!

Estava eu passeando pela globo.com (isso já faz algum tempo) para saber o que acontece no Brasil, quando me deparei com uma reportagem que me fez lembrar dos quilombos de Alcântara e de algumas pessoas especiais que conheci por lá.

A matéria contava a história de dona Maria Rita, de 111 anos que mora em Sergipe e tinha um único e grande sonho: ter uma casa de alvenaria. Com dez filhos, cinquenta e nove netos e cinquenta e sete bisnetos, esta jovem sergipana filha de escravos fez apenas uma exigência: que sua casa tivesse banheiro dentro do espaço e não no quintal, como ocorria na casa antiga.

Ao ler essa reportagem e ver a imagem de dona Maria, lembrei de algumas figuras maravilhosamente cativantes que conheci durante o trabalho nas comunidades remanescentes de quilombos de Alcântara. Muitos deles, perto da idade de dona Rita e ainda com uma vitalidade e memória incrivéis e com o mesmo problema (casas de taipa, sem banheiro ou fossa), porém com outros sonhos. Casas simples, sem infra-estrutura, muitas sem luz até, mas que nem por isso, afetavam a alegria dessas pessoas. Claro, tinham suas reclamações, mas nada apagava o vigor que se via no brilho de seus olhos.

Assim como em muitas comunidades espalhadas pelo Brasil, as de Alcântara também vivem uma realidade de muitas faltas: educação, infra-estrutura, saneamento básico, saúde e etc. Não foram poucas as pessoas com quem falamos, nem poucas as vezes em que percebemos ao chegar nas comunidades, as muitas necessidades que estas apresentavam. Faltam ações públicas e tudo mais nesses sítios quilombolas e ações que precisam ser imediatas. Além disso, deu-me tristeza ver que em muitas delas, não se dança mais tambor de crioula, não se encontra mais um terreiro de mina (religião que predomina!), muitas outras manifestações da cultura imaterial das mais de cento e duas comunidades percorridas. Ou seja, trabalho para ser feito lá tem muito!

Mais que a questão da infra-estrutura e etc., o que me chamou a atenção nessa reportagem foi a simplicidade de dona Maria, que me fez lembrar da simplicidade de um outro filho de escravo, quilombola, que sorria feliz ao me contar sua história, como sua mãe tratava os filhos, como ensinou-lhes as coisas e ao contrário do sonho de dona Maria, o dele, que também era solitário, era apenas uma dupla: saber ler e escrever e não só assinar o nome. Assim seu Joaquim lamentava e apresentava uma sabedoria de vida como poucas vezes vi. Sua fisionomia lembrava um preto velho, com sua barba branquinha e uma feição serena. Eu, embebecida por aquela figura, em minha pouquíssima experiência de vida (para não dizer nenhuma!), disse-lhe apenas que a vida tinha feito certo, pois se ele soubesse ler e escrever com aquela inteligência, sabedoria, perspicácia, não prestaria (rsrs), definitivamente não daria certo. Ele riu! Não sei se o que me encantou nele foi sua sabedoria ou simplicidade; ou sua figura emblemática...só sei que apaixonei-me!

Com certeza, é alguém que não mais esquecerei e que espero ter o prazer de tornar a ver e prosear em muitas tardes quilombolas; assim como também espero ver aquele território melhor assistido, ver as mães-de-santo não mais se esconderem, ver crianças já não mais andando léguas na beira da estrada, correndo risco de morte para estudar...assim como darei minha contribuição, ainda que pequena, com meu trabalho.

Oxalá permita!

19.7.09

Algumas heranças vêm a calhar!

Tô pensando seriamente em adotar minha descendência indígena na feição.(rs) Decididamente, em algumas ocasiões, ser simpática e educada não dá bons resultados; sobretudo quando se tem como companhia o sexo oposto. Ainda não aprenderam que cada é um e tem opiniões e ações próprias?! Ouxe!

Segundo os relatos de minha avó amada, meu bisavô era índio roxo (daí vem eu ser seu roxo cru?) e bravo, cara fechada, mas de coração bom, principalmente com as mulheres...sua história dava um belo livro, mas outro dia eu a conto. Pois bem, assim que cheguei a Mação, conheci dona Cris Buco que ao olhar para mim disse: "Essa aí, do nariz para baixo é negra, mas para cima é índio toda"...depois, em sua casa, como eu gosto de sentar no chão e andar descalça (hehehe), ela também disse: "essa aí é índia toda, nunca vi!"...pois bem, em alguns momentos eu deveria ser mesmo. Acho que me ajudaria a encarar algumas situações sem remorsos ou coisa parecida! E falo remorso, porque tenho a péssima mania de pensar no outro e no fim...bem, isso já é outra história!

Nessas horas eu vejo como a vida é engraçada! Você somatiza tanta coisa e mesmo quando situações que na realidade não são inéditas na sua exitência acontecem novamente, parece ser a primeira vez. Tem horas que acho que uma rasa-amiga tinha razão ao dizer que ao invés de ter estudado comunicação e agora arqueologia, patrimônio e tudo mais, deveria ter estudado comportamento humano (rs). Daria uma boa profissional...hehehe!

Ps: Albert,amore de mi vida, não é nada consigo,tá?!...hehehe..dessa vez foi comigo mesma!

"Todo Domingos"

Estávamos eu e uma tosca conversando no google talk, quando Albert resolve tomar posse do google, invadindo-o com o link da página de Flávia Bittencourt e seu novo disco, em homenagem ao mestre Dominguinhos. Santa hora que ele o fez! Desde os meus tempos de rádio que já acompanho o trabalho de Flávia e para mim, cada tempo que passa ela amadurece mais enquanto cantora e esse novo disco não me desmente. Está simplesmente maravilhoso! Já sabia que ela o estava preparando, mas pensei que só teria acesso ao voltar pra Ilha. Pra minha sorte, não foi assim. Que bom!

Flávia Bittencourt é maranhense e seu primeiro disco, Sentido, já mostrava o que essa jovem prometia. Infelizmente, em São Luis, muitos são os nomes que têm que sair do circuito local para tentar uma chance no eixo Rio-São Paulo e com ela não foi diferente.

Todo Domingos faz uma leitura de grandes composições do pernambucano Dominguinhos, grande sanfoneiro e compositor da nossa música popular brasileira, que conviveu com nomes com Luis Gonzaga e outros. No disco, clássicos como Eu só quero um xodó, Arrebol, Contrato de Separação, Retratos da Vida, dentre outras músicas que falam do sertão, do amor, com simplicidade, com uma poesia singular do mestre. Com arranjos bem característicos do estilo Flávia Bittencourt, o disco conta com a participação do próprio Dominguinhos em muitas faixas na sanfona e divindindo o vocal na faixa "Diz Amiga". Pra não negar as raízes, na música Abri a porta, podemos sentir um pouco do reggae do Maranhão nos arranjos desse sucesso. Ficou tudo de bom. Outro destaque fica por conta de Arrebol, onde, como citou Albert no twitter, o falssete dela está um espetáculo!
Antes eu via uma Flávia mais tímida, mesmo nas entrevistas; ainda com certa insegurança. Hoje, ela está mais madura e segura de si no palco, entrevistas e tudo mais.

Começei a ouvir as músicas e a deliciar-me com os arranjos, as letras (Dominguinhos é Domiguinhos!), mas foi em Retratos da Vida que me vi, do nada a chorar. Bateu-me uma emoção com essa música que tantas vezes programei na voz de Djavan...não sei! Música, para mim, é uma coisa muito especial e esta, tem 'q' saudades de casa, de histórias...

Bom, o melhor em tudo isso é que no site de Flávia (www.flaviabittencourt.com.br) podemos baixar todas as músicas do disco. Pra vocês, deixo o vídeo com outro clássico: Lamento Sertanejo, que me lembra João do Vale, outro grande nome, mas que fica para um outro post, pois João é João!
O show de lançamento em São Luis acontece dia 23 de julho, no Teatro Artur Azevedo. Só posso desejar boa sorte e sucesso!
Parabéns, Flávia!

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16.7.09

Eu calculo, tu calculas, todos calculam?

Afinal de contas, o que é ser uma pessoa calculista? Seriam todos os fins de uma pessoa calculista ruins? Por que esse nome é tão pesado?
Algumas pessoas naturalmente organizam-se de forma a pensar em todas as possiblidades e ações. Isso seria errado se... nesse 'pensar' houvesse segundas intenções. Programar-se seria uma coisa negativa?

Estrategistas... pensar adiante, organizando-se para tanto é uma forma de estratégia? E seria tão ruim assim não deixar tudo por conta do acaso, mas esquematizar todas as possíveis ações, consequências, etc.?

Sensibilidade aflorada... que dizer de pessoas que se deixam levar ainda pela inocência de um dia ter crido no seu oposto, pelo simples fato de acreditar nas pessoas?

Nos últimos tempos essas palavras têm sido pronunciadas constantemente e percebidas pelo alheio, mas nem sempre com um bom olhar! Isto não seria de admirar não fosse o fato de serem 'percebidas' sob uma ótica muito pessoal e até mesmo induzida. Fez-me lembrar do quanto somos vulneráveis e passíveis de interpretações e pré-julgamentos; e do quanto nossa vaidade influi em tudo isso.

Quem mandou sermos sapiens mesmo?! (rsrs)...Evoluir dá nisso!
Como diz Lua(na)...Anyway!

1.7.09

Só uma luz?

"Só uma luz, é possível?
Só uma luz, pode ser?
Só uma luz no infindo tempo,
Só uma luz, é o querer!

Só uma luz pra esse drama,
Só uma luz pra pensar,
Só uma luz pra esse vôo,
Só uma luz para aí chegar!

Só uma luz que ecoa,
Só uma luz pra voltar,
Só uma luz que resolva,
Só uma luz pra selar!

Só uma luz é o que peço!
Só uma luz pra clarear,
Só uma luz nesse meio
Só uma luz pra encerrar!

Só uma luz pra saudade
Só uma luz pro pesar
Só uma luz pro caminho,
Só uma luz pra amar!

Só uma luz é o que peço,
Só uma luz a sonhar,
Só uma luz com os rostos,
Só uma luz a encontrar

Só uma luz?!"
(AS)