9.2.08

Por mais que saibamos que todos farão essa passagem, nunca estamos preparados pra ela!

A morte quase sempre nos assombra por mais que acreditemos que ela seja um meio, não o fim. Sendo assim, seria mais lógico não sentir dor e desespero quando isso acontece conosco, certo?!
Infelizmente, nem sempre é assim!

Deus é, sem dúvidas, um Ser de sabedoria e amor infinitos. Muitas vezes, Seu tempo não é o nosso. Seus planos para nós não são os mesmos que fazemos. Entretanto, mesmo que se tenha consciência disso, ainda assim, quando os acontecimentos são contrários à nossa vontade, somos surpreendidos por uma eclosão de sentimentos acumulados e intensificados pelas ações do momento.

Confesso que embora pareça difícil, quando se crê na eternidade, a dor se revela com certa brandura. Você busca na aceitação de que a vida é um momento, uma passagem...a consolação.

Na terça-feira de carnaval, uma guria que vi crescer morreu em um desastre de carro muito violento, vindo pra São Luis. Tinha apenas 23 anos. Não dá pra descrever nem imaginar o sofrer de seus pais, irmão, amigos, parentes. É contraditório, mas a dor, mesmo em conjunto, consegue ser "individual".

Se a princípio, minha reação foi de choque pelo que aconteceu, e pela forma como aconteceu, passou a ser depois de reflexões que ora beiravam ao questionamento, ora à crença de que não sabemos os desígnios da vida pra nós. De repente, me vi a perguntar se seria esse o destino dela, ou se seria apenas uma fatalidade! Se esse era o momento de ela desencarnar, e se a forma como aconteceu - tão trágica - teria alguma fator relacionado a outras vidas.

Assim eu segui pensando. Mas no decorrer das horas, meus sentimentos foram de respeito e conformação. Respeito pelo ocorrido como um todo, porque não somos aptos a questionar as guinadas da vida; e conformação por crer que a dor sempre vem acompanhada de um bem, de um aprendizado, ainda que não percebamos no início.

A vida tem suas nuances e questioná-la significaria, de certa forma, questionar a Deus. Senti muito o ocorrido. O que espero é que não haja revolta, mas que (ainda que pareça impossível) não se "maldiga" a vida ou a Deus.

Nessas horas, o tempo é sempre bem-vindo!


1 comentários:

Luca disse...

Nossa, amiga!
Que reflexão estupenda! Eu não conhecia a moça, ainda assim, lamento a perda dela. Não por uma questão dela ser tão jovem, de ser sua amiga ou de ter tantas pessoas sentindo a dor pela sua morte. Mas sim, pq nunca conseguimos digerir fatalidades! Mesmo que tenhamos toda a consciência que um dia vamos morrer, não é da capacidade do ser humano absorver tal como naturalidade e isso que nos faz questionar as guinadas da vida.


Beijoooooooooo