8.3.12

Mais uma vez, ela!

Poucas vezes na vida tive honra tão grande como a que hoje me deste. Depois de algum tempo sem sentir aquele perfume, a força daquele abraço, a sutileza daquelas palavras, não podias me fazer mais feliz nesses tempos bravios do que fizeste ao sonar aquelas palavras para mim!!!

6.3.12

E Salve, Cesar!

Voltando a morar na filosofia do grande Cesar Teixeira!
Foto: Blog Zema Ribeiro

5.3.12

Viva a amizade e o surreal!

Esses últimos dias foram de muitos acontecimentos surreais. E todas as manifestações me fizeram lembrar como a amizade é uma coisa de doido e as ligações idem!
Uma amizade 'de verdade' te sufoca pelo sufoco do outro, te dá agonia pela agonia do outro, te deixa embriagada de felicidade por perceber que há chance de felicidade para o outro, te faz sentir segurança por saber que, mesmo quando o amigo lhe percebe as entrelinhas, você segue e diz o que seu coração pede. Digo mais: Ela te deixa uma pilha quando você sente o perigo do outro e nada pode fazer a não ser emanar boas energias; te deixa bravia querendo tomar-lhe as dores e também resignada, quando o outro não quer abrir o coração, ainda que você saiba o que se passa (porque confiança não se impõe!). Há também os momentos em que quem quer colo, um abraço forte, ser ouvido... é você, mas pedi-lo pode parecer mais do que realmente é: uma amizade sincera!

E voltou o questionamento através de pessoas distintas: Pode alguém gostar tanto de uma pessoa, desejando-lhe só coisas boas, querendo apenas uma forte amizade, uma sincera parceria e uma cumplicidade mútua sem confundir as bolas? Sim, pode. Há tempos me dei conta disso, porque vamos descobrindo que a intimidade de suas problemáticas não pode ser compartilhada com todos, apenas com os sinceros escudeiros de um caminho par!

E nesses últimos dias, as palavras intrusivas na tentativa de quebrar a geleira de um filho do tempo, os pedidos de força e saúde e a chamada pelos seus, foram por um único motivo: dizer que toda tempestade se transforma depois em bonança e não tenha medo de confiar!

7.2.12

Sem consenso!

Numa conversa sobre rasismos...
Rasa 1: Não rola, baby. Nunca vai ser só assim!
Rasa 2: Que falácia! 
Rasa 1: Então, tá. Aponte um caso!
Rasa 2: Ué, eu sou um deles...e com dois grandes e adoráveis rasos!
Rasa 1: Porque é uma tola, isso sim. Não sabe aproveitar!
Rasa 2: Ahhh, tá. Pois é. Decididamente não aceito que um homem não possa ser amigo de uma mulher e vice e versa, sem que haja uma segunda intenção, um beijo, uma transa, um pensamento que seja. Me recuso a acreditar que não possa ser grande amiga de um homem, por mais belo, envolvente ou o que ele seja; e o contrário também. Ponto!

Diálogo cortado para não dar briga. ''Ezefini''

Para a Maria das marias!

Era para ser uma tarde como outra, de encontros, de esperas. Não foi!
Ao saber-te longe, arderam como fogo esses olhos ainda jovem,
que transformaram o olhar de espera em olhos d'água que se impuseram sobre mim. Nada mais podia fazer. Desceram!

A princípio, consegui esconder, mesmo sem a compreensão de tanta dor que sentia. Como pode? Tão poucos encontros diante de tantos filhos...
Mas a imposição fora mais forte, vencendo-me de uma vez. Redi-me!

Diante do silêncio desconfiado e temeroso de minha intrusão,
recolhi-me àquele mar que bradava, sequioso de seguir até um de seus portos. O que fiz? Segui!
Como que esperando por um alento apenas, desci até o canto dos segredos e dos sonhos, onde tantas vezes te vi reinar. Não te encontrei. Então, chorei!

Tal qual uma criança me via, que aquelas paredes testemunharam os soluços que teimavam em vir.
Sim, soluçava! Exagero? Só sentia...questionando por que, mesmo sabendo que tornaria a vê-la, um abandono me abraçava. 
Mas quem sou eu, diante de um filho, que consciente de tua constante presença, mais que todos sentirá? Aquele que era para ser consolado, muitos resolveu abraçar.
Que enganoso! A tristeza não relutava em seus olhos fazer morada. Lá ela continua!
Porque as lágrimas de uma valsa vieram mostrar que talvez não volte àquele instante uma vez mais com os seus como testemunha. Foi grandioso!

Já a mim, insignificante diante de todo esse reino,
restou a audácia de um pensamento, cuja resposta a 'Maria das marias' logo vem anunciar, para que depois eu esqueça um pequeno passo que hei de por ti, dar.
E por conhecer esse coração cansado, essa bela dona vai permitir. Assim será!