5.2.13

No dia da rainha, um rei!

A vida te conduz às vezes de uma forma tão espontânea a situações e encontros, que quando você se dá conta já está 'enraizado num terreno que sempre fora seu!'. Acho que assim foi comigo! 

Até hoje me pergunto por quê fui parar naquele cantinho (para mim) sagrado, escondido no meio do mundo e por quê de uma hora para outra (ou no tempo certo?) fiz o que fiz; e quando o faço, considero que o acaso se faz de bobo para não delatar sua condição de guia, sobretudo quando se tem um legado sem nem mesmo saber disso. E guiada por ele, fui! De uma simples curiosidade começou a ser construído um caminho, que à proporção que o tempo foi dirigindo, ia também edificando uma relação entre uma constelação e uma jovem na ignorância do que lhe pertencia - por herança ou por escolha!

Cada caminhada, cada experiência, cada olhar bobo e temeroso de ter revelado seu medo pelo desconhecido, seu insipiente conhecimento diante de um hemisfério de energias pulsantes, sabedoras do mundo, de nós, do todo, cada movimento presenciado...tudo... foi me encantando e transformando de tal forma que hoje não saberia 'separar o que não é possível, desatar o que não é desfeito, desamar o que não é de amor'. E no meio desse universo meu, o acalanto de uma jovem e linda mulher, de uma amizade que não sei definir, uma cumplicidade que já é parte de mim e sabido por todos; e como sou feliz por isso! 

É na solidão daquele chão batido que me sinto cercada; é no balançar daquela cadeira que me sinto parte; é ao mirar aqueles olhos velhos que me sinto forte; saudosa apenas do sorriso que por duas vezes vi! Tudo é parte, tudo é conjunto do que hoje sou.
Como não ficar admirada diante de tanta sabedoria? Como não me deleitar diante de tanta força distinta e una ao mesmo tempo? Como não me envaidecer diante de um olhar sincero e amoroso de quem sabe mais de mim do que eu mesma? Como não ficar extasiada ante uma riqueza tão grande, tão bela, que dança e ensina, que chora e abençoa? Eu fico! Talvez por isso, muitas vezes penso que realmente sou diferente dos demais por pensar assim; outras, que por conta disso, o diferente em mim não é normal, mas é!

Hoje sinto que essa foi minha melhor escolha, meu melhor caminho, porque não é aos do lado que me direciono, mas aos do todo, que encontrei e que me encontraram, que abracei e que me abraçaram com amor. Foi por eles que fiz o que fiz e que faria e continuarei a fazer sempre e sempre que preciso for, que chamada for, porque apesar de todas as vicissitudes que de mim emanam, é amor o que para eles ecoa, junto com as lágrimas que teimam sempre em acompanhar.

Recentemente um anjo perguntou sobre o que senti diante daquela que talvez tenha sido uma das mais difíceis, belas e fortes experiências que busquei e vivi nos últimos tempos, parte desse todo de que falo, e minha resposta primeira foi: interessante! Mas o que ele não sabia é que em mim um turbilhão de sentimentos se revesavam entre encantamento, barreiras, ancestralidade, acalanto, medo, inquietude, sabedoria, aconchego e também solidão, mas sobretudo, de muito respeito e amor por tudo aquilo, por todos aqueles seres, em especial aos que estiveram todo tempo ao meu lado: meu velho e minha Maria! Por isso, considerando que esse anjo refaz agora sua pergunta, respondo-lhe: foi lindo, mágico e você também é parte disso; junto com aquele cuja ausência senti n'alma. Fui presenteada diversas vezes por ter sido feito por quem foi, pelas palavras daquele sábio Zé sobre mim, quando não sou merecedora de tudo isso, porque não sou, pela companhia real da última noite e tudo isso não tem preço...pois o dia era da rainha, mas quem veio foi o rei!

À minha Maria, meu amor e gratidão eternos; ao meu velho, mãe e povo, o "meu todo"!!!

30.7.12

SBPC: boas e não tão boas descobertas!

Anos depois, a SBPC voltou ao Maranhão. Grande evento, razoável estrutura, se se pensar pelo todo e não apenas o espaço físico montado e boas e saudáveis discussões; algumas surpreendentes e claro, um desfile de cabeças pensantes - algumas de fato comprometidas, outras mais pela vaidade que a academia também suscita. No geral, do pouco que vi, gostei! Claro, ressaltando que nesse sentido, minhas palavras se valem única e exclusivamente de observações pessoais do que presenciei nos dois dias em que estive na 64a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que aconteceu de 22 a .
27 de julho.

Minha presença na SBPC não foi programada, mas ocasionada por outros motivos, caso contrário não participaria do evento, apesar de a programação estar muito boa, dentro daquilo que pesquiso. Lá fui eu ao encontro de um professor. Cheguei uma hora antes do horário marcado e fiquei no ponto de encontro, esperando. Durante essa espera, muitas cenas se passaram em minha cabeça alinhadas com as pessoas, conversas, posturas, expressões, olhares e alguns "comentários escapados, na surdina" por alguns participantes - entre pesquisadores, estudantes, paletrantes, organizadores e todo o meio acadêmico ali presente. Acho que foi uma aula de como não quero ser [quando crescer] em determinados aspectos!!!



Nossa!!! Em alguns momentos, me perguntei se realmente era daquele mundo que fazia (ou queria fazer!) parte; em outros, me senti uma exceção na forma em que o pensamento em torno da academia fazia parte do meu discurso. Não é de hoje que venho observando o quanto esse meio enriquecedor, pulsante, fascinante, também duro... é cheio de pompas e vaidades, nem mesmo que muitos acadêmicos, no frigi dos ovos, tem mais nas "glórias" de suas pesquisas, seu foco maior, que o resultado dessas para aqueles que atuam. Claro que não estou generalizando e também não sou uma exímia conhecedora desse mundo no qual tenho me inserido. Talvez um tanto romântica, é verdade, mesmo tendo encontrado ao longo do caminho algumas realidades bem nuas e cruas e outras simplesmente sublimes em todos os aspectos imagináveis.

Sou péssima para gravar nomes de autores e teorias, ainda que os compreenda bem, assim como também sou um tanto parcial em determinadas situações, mas são justamente nesses momentos em que minha 'apreensão' melhor se dá e consigo visualizar o que muitos grande nomes com os quais tive o prazer de estar, na maioria das vezes por períodos muito curtos, não o fizeram. Também foram nesses momentos em que mais vi a vaidade sobressair em todos. Não sei se porque já muito correram atrás e penaram um pouco para serem quem são hoje, ou se por outros motivos, mas ouvi comentários, conselhos, diretrizes que foram de encontro de muitas das concepções no âmbito acadêmico. Mesmo assim não desestimulei. Na exceção, três pesquisadores que admiro muitíssimo, enquanto profissionais, acadêmicos: um com uma visão "filha da mãe" e cujo olhar para aquilo em que se mete a fazer são fascinantes (muito querido para mim!); o outro, não posso dizer tanto nesse sentido, pois o contato foi pouco, mas tem ai 40 anos de pesquisa e difícil seria ele não circular muitíssimo bem por sua área; nesse aspecto, é admirável, uma raposa no melhor sentido da palavra. Vê-lo discorrer sobre o que domina é fascinante (disse que quero ser um dia assim também!);  e o terceiro... bom, esse falo depois, porque ai teceria linhas e linhas e não é o caso. O que sei é que em campo me orgulho muitíssimo da minha percepção e da experiência (ainda que pouca) que venho constituindo/construindo ao londo desses anos de pesquisa, sendo consciente tanto das minhas deficiências quanto das minhas 'apreensões'. 

Já vi, li e ouvi muita "gente grande'' com textos ''nada a ver", onde dizia: " Espera ai, eu faço mais que isso!", assim como já corrigi muita coisa para outras tantas quando era para ser o contrário e nessas horas me senti igual sob determinados aspectos e (confesso!) orgulhosa de mim. Assim como também já observei as muitas deficiências e necessidades às quais preciso melhorar, correr atrás. Mas o que é tudo isso se não uma constante busca, um constante descobrir?! Não gosto das disputas nada saudáveis onde se tem medo de perder espaço, de perder terreno em detrimento de outro, agindo assim de forma não tão ética, honesta assim, o que também acontece na academia.

Voltando... para mim, a SBPC salientou algumas coisas importantes e no geral foi muito bom: uma miscelânia de cabeças pensantes! 
E o que vi, no último dia, durante uma mesa redonda, ao ouvir duas figuras que me chamaram a atenção de forma muito forte, só reforçou o meu desejo de querer mais e mais o que faço. Acho que poucos entenderam as 'entrelinhas' dos discursos ali postos (ou só eu percebi?!), mas me emocionou como poucas vezes - acho que as últimas vezes que senti aquela força toda foi com dois quilombolas de Castelo e Santo Inácio, em momentos distintos. Talvez as energias impostas ali por aquelas duas figuras, quem sabe?!

Me fez ver que não quero ser, daqui a um tempo, uma pesquisadora, uma acadêmica como muitos dos que ali vi. Quero ser, sim, como também muitos que figuram nesse meio e que também encontrei lá, com objetivos vivos de uma realidade que a academia teoriza, mas que poucos de fato tornam instrumento direto ou indireto de intervenção, de realidades, de descobertas, de pesquisas, de ciência!

1.4.12

Morte: fim, começo, fim, começo, passagem!

A morte... 
Quando ganhei esse blog há quatro anos, lembro que um dos primeiros textos foi sobre a partida de uma menina que vi crescer e que estava no auge da vida. Penso que você deve lutar pela vida sempre, até o último fio de esperança possível, porque ela é linda, é uma dádiva. Mas quando a morte dialoga com ela, assumindo as rédeas da situação, não há o que fazer. Meu pensamento já era o que hoje tem se alicerçado: sentir e ver a morte diferente do que muitas pessoas sentem e veem. Talvez os seis anos de Humberto de Campos tenham contribuído para isso e esses últimos meses só fizeram acentuar meu pensamento. Não se trata de indiferença, descaso, mas sempre a vi como uma passagem, um novo começo ou um novo fim; mas sem a mesma carga que muitos dão, sem a mesma força que perpetuamos sobre ela. Sofrimento temos todos diante dela, lágrimas, saudades, lembranças que o tempo vai atenuando... e mesmo quando não somos nós ou alguém que nos é caro, a dor do outro é sempre 'par'. Contudo, não é a perda em si que me faz 'tremer na base', mas a forma em que ela se dá que me deixa triste, o que desencadeia outras situações - mortes violentas, sem explicações, sem sentido (a priori) me causam dor, me deixam sem algum entendimento, mas a morte em si, não. Aquela pessoa que desejar, sonha, luta tanto por algo, que espera apenas mais uns momentos presente com os seus, realizando, atuando, vivendo; ou que simplesmente tem tanto pra dar, pra ensinar, pra cuidar, mas a vida parece já lhe ter determinado o tempo. Como lidar diante de situações assim?

Depois de um sonho 'sinistro', sem sentido algum para mim, a priori, e de uma viagem cansativa, que valeu muito a pena, por testemunhar a realização de um sonho (casamento de uma amiga-irmã!), soube da morte do irmão de uma rasa. Curioso que no dia anterior à morte, a primeira pessoa que ela citou, fora ele! Foi só a partir de mais informações sobre a morte, que compreendi a mensagem 'sinistra' que me foi enviada. Enfim, coisas dessa nossa vida cheia de seus mistérios!
De qualquer forma, um amigo fez, sem precisar pronunciar uma palavra, com que parte de mim se sentisse egoísta, por não, ao menos, dizer o que uma pessoal em uma situação normal diria; até porque, ao perguntar, eu já sabia e já tinha feito, do meu jeito, o que devia fazer numa situação dessas e que não precisa ser mostrado/dito a ninguém. Ao mesmo tempo, outra parte de mim, a que prevalesceu, sentiu-se tranquila com relação a isso, porque sinceramente não consigo ver a morte - A MORTE - como quase todo mundo. Não sei se isso é bom ou ruim, mas é como penso, como sinto. E proferir palavras de conforto, mesmo pra quem não tem a ligação sanguínea, mas tem outras fortemente marcadas com quem sofreu a perda, o que quer dizer estar cumprindo sua obrigação ali, mas o coração desejar estar também lá, confortando, partilhando... é como se essas palavras ganhassem força e se transportassem a quem está precisando delas! Elas não vieram de mim através de palavras, mas de outra forma, que um dia ele saberá!
Que ele faça uma boa passagem, que ela tenha força e fibra e nossas vidas caminhem com a permissão do Criador, sem mágoas, sem revolta, com sabedoria, serenidade e consciência de que o outro é tão ser humano e falho quanto nós somos!

26.3.12

A união faz a força: ditado que se comunga!

Se o homem soubesse o que alguns momentos, simples até, valem em nossas vidas e o quanto nos ensinam aproveitariam cada segundo, cada sorriso, cada troca...momentos em que problemáticas e diferenças à parte (mesmo quando essas se fazem presentes por meio de algumas 'farpas' naturais do ser humano em convivência nesse mundo de vaidades em que vivemos) são minúsculas, quase inexistes diante da união em prol de um bem comum, um bem especial que nos deixa esperançosos quanto à quietude e bonança desejada por aqueles que as buscam com sinceridade e com amor, ainda que a seu modo.
Esses últimos dias, ao me unir a amigos numa obra, me fizeram ver (e sentir!) tudo isso. Cada suor derramado, cada sangue literalmente dado, sorrisos, brincadeiras, a bagunça bem-vinda, mesmo nos mais arredios e às vezes com o coração nem tão sincero assim fez, em algum momento e do jeito deles, com que as pessoas ali reunidas tivessem consciência de que aquilo que estavam fazendo, aquilo para o qual estão se doando valia qualquer esforço, qualquer dor que viesse no dia seguinte e que qualquer picuinha, qualquer diferença perdia valor perto do que estava sendo construído, do que estava se moldando diante de cada um, diante de cada olhar: um alicerce, um elo, uma comunhão. 
A união faz a força, sim e o carinho guardado se traduz naquilo que todos buscam e que terão, se se puserem como parte e não como adereço, como uma simples peça, como apenas mais um. Mal sabem eles (ou sabem!) que cada noite perdida, cada barro grudado na pele, cada farpa rasgando a mão, cada gole de vinho partilhado, cada mão posta fazendo uma ponte eram observados por muitos dos que, como eles, são parte e são o todo de tudo aquilo. Fico muito feliz por ter sido chamada para fazer parte daqule momento, feliz por construir 'amigos', por construir cumplicidade que vai além do que nossos 'olhos carregados de vaidades' podem ver; e mesmo toda moída (desacostumada ao trabalho pesado dá nisso...rs), quantas vezes for preciso, estarei ali, com todos, a postos, porque acredito estamos aqui para somar, aprender, partilhar e comungar com esse mundão lindo de Deus!

18.3.12

Casamentos

Esse início de 2012 começou cheio de entrelaçamentos, de notícias entrelaçadas e de muitos, muitos desejos bons. 
De vez em quando sou meio 'avoadinha' da cabeça sob alguns aspectos, é verdade. Confesso, sem vergonha! Mas sob outros, parece que meu lado ancião me vem abraçar de forma a perceber algumas passagens como exatamente isso: passagens! 
Pessoas que nos são postas para que aprendamos e ensinemos alguma coisa, com a qual estabelecemos laços de amizade, com quem vamos apreendendo um pouco mais da vivacidade que o cotidiano precisa ter para que não nos tornemos a 'mesmice de um dia só!' e pessoas cujas ligações vão para além disso.

Em fevereiro, finalzinho, aconteceu o casamento de dois lindos rasos, que por ironia do destino fizeram e fazem parte de minha vida de forma especial. Ironia do destino, porque as relações são uma coisa de doido e ninguém é de ninguém, o que nem todas as pessoas entendem. Compromissos são confundidos com prisão, débitos mútuos e felizmente as coisas não funcionam assim. Por isso, foi com muita alegria que recebi a notícia, com muita alegria que recebi o convite (o que para alguns seria absurdo!) para partilhar com eles esse momento tão lindo.  E por acreditar que a vida produz seu próprio enrendo e deixa que pensemos que nós somos os criadores, quando apenas fazemos as escolhas dos personagens (errado ou certo), é que sinceramente desejo que haja cumplicidade, companheirismo, respeito, amizade e muitos aprendizados, com essa luz que vai brindá-los logo logo. 
Mais uns dias e outro casamento se dará, para o qual eu desejo também muitas coisas boas, aceitação e alegria, pois se no primeiro casamento me eram caras as pessoas, nesse, então, trata-se de uma irmã. Para fechar o ano, mais dois casamentos, duas uniões sinceras, queria que se realizassem. Um, já consumado, faltando apenas a comemoração; o outro, desejo que se torne um casamento, porém é mais complexo e precisa superar alguns percalços, mas de todos, não conheco pessoa mais merecedora de ter felicidade e alegria!
Bom, até que cheguem, vou tentar, ao menos no próximo, não trocar os horários e pagar mico, ao olhar na net a foto da noiva com o pai e dizer: "Ué, como assim? O casamento não era à noite?" e pegar o convite, rindo feito uma criança sapeca ao perceber a troca de horários...hehehehe. Acontece!

8.3.12

Mais uma vez, ela!

Poucas vezes na vida tive honra tão grande como a que hoje me deste. Depois de algum tempo sem sentir aquele perfume, a força daquele abraço, a sutileza daquelas palavras, não podias me fazer mais feliz nesses tempos bravios do que fizeste ao sonar aquelas palavras para mim!!!

6.3.12

E Salve, Cesar!

Voltando a morar na filosofia do grande Cesar Teixeira!
Foto: Blog Zema Ribeiro

5.3.12

Viva a amizade e o surreal!

Esses últimos dias foram de muitos acontecimentos surreais. E todas as manifestações me fizeram lembrar como a amizade é uma coisa de doido e as ligações idem!
Uma amizade 'de verdade' te sufoca pelo sufoco do outro, te dá agonia pela agonia do outro, te deixa embriagada de felicidade por perceber que há chance de felicidade para o outro, te faz sentir segurança por saber que, mesmo quando o amigo lhe percebe as entrelinhas, você segue e diz o que seu coração pede. Digo mais: Ela te deixa uma pilha quando você sente o perigo do outro e nada pode fazer a não ser emanar boas energias; te deixa bravia querendo tomar-lhe as dores e também resignada, quando o outro não quer abrir o coração, ainda que você saiba o que se passa (porque confiança não se impõe!). Há também os momentos em que quem quer colo, um abraço forte, ser ouvido... é você, mas pedi-lo pode parecer mais do que realmente é: uma amizade sincera!

E voltou o questionamento através de pessoas distintas: Pode alguém gostar tanto de uma pessoa, desejando-lhe só coisas boas, querendo apenas uma forte amizade, uma sincera parceria e uma cumplicidade mútua sem confundir as bolas? Sim, pode. Há tempos me dei conta disso, porque vamos descobrindo que a intimidade de suas problemáticas não pode ser compartilhada com todos, apenas com os sinceros escudeiros de um caminho par!

E nesses últimos dias, as palavras intrusivas na tentativa de quebrar a geleira de um filho do tempo, os pedidos de força e saúde e a chamada pelos seus, foram por um único motivo: dizer que toda tempestade se transforma depois em bonança e não tenha medo de confiar!

7.2.12

Sem consenso!

Numa conversa sobre rasismos...
Rasa 1: Não rola, baby. Nunca vai ser só assim!
Rasa 2: Que falácia! 
Rasa 1: Então, tá. Aponte um caso!
Rasa 2: Ué, eu sou um deles...e com dois grandes e adoráveis rasos!
Rasa 1: Porque é uma tola, isso sim. Não sabe aproveitar!
Rasa 2: Ahhh, tá. Pois é. Decididamente não aceito que um homem não possa ser amigo de uma mulher e vice e versa, sem que haja uma segunda intenção, um beijo, uma transa, um pensamento que seja. Me recuso a acreditar que não possa ser grande amiga de um homem, por mais belo, envolvente ou o que ele seja; e o contrário também. Ponto!

Diálogo cortado para não dar briga. ''Ezefini''

Para a Maria das marias!

Era para ser uma tarde como outra, de encontros, de esperas. Não foi!
Ao saber-te longe, arderam como fogo esses olhos ainda jovem,
que transformaram o olhar de espera em olhos d'água que se impuseram sobre mim. Nada mais podia fazer. Desceram!

A princípio, consegui esconder, mesmo sem a compreensão de tanta dor que sentia. Como pode? Tão poucos encontros diante de tantos filhos...
Mas a imposição fora mais forte, vencendo-me de uma vez. Redi-me!

Diante do silêncio desconfiado e temeroso de minha intrusão,
recolhi-me àquele mar que bradava, sequioso de seguir até um de seus portos. O que fiz? Segui!
Como que esperando por um alento apenas, desci até o canto dos segredos e dos sonhos, onde tantas vezes te vi reinar. Não te encontrei. Então, chorei!

Tal qual uma criança me via, que aquelas paredes testemunharam os soluços que teimavam em vir.
Sim, soluçava! Exagero? Só sentia...questionando por que, mesmo sabendo que tornaria a vê-la, um abandono me abraçava. 
Mas quem sou eu, diante de um filho, que consciente de tua constante presença, mais que todos sentirá? Aquele que era para ser consolado, muitos resolveu abraçar.
Que enganoso! A tristeza não relutava em seus olhos fazer morada. Lá ela continua!
Porque as lágrimas de uma valsa vieram mostrar que talvez não volte àquele instante uma vez mais com os seus como testemunha. Foi grandioso!

Já a mim, insignificante diante de todo esse reino,
restou a audácia de um pensamento, cuja resposta a 'Maria das marias' logo vem anunciar, para que depois eu esqueça um pequeno passo que hei de por ti, dar.
E por conhecer esse coração cansado, essa bela dona vai permitir. Assim será!

6.2.12

15 anos


Completar 15 anos, para algumas pessoas, ainda é uma data sublime, com todas as pompas que ela exige. Ontem foi assim. Vi uma linda menina com seus convidados, família, seu povo, na companhia discreta e vista por privilegiados de uma grande mulher. Contudo, quem roubou a cena foi outra pessoa, que não por acaso conheço e para quem uma vez escrevo.

Escrevo porque não me canso de aprender com pequenas e grandes situações que a vida aprensenta, assim como não me canso de dizer que algumas pessoas fazem mais por nós do que supoem, mesmo quando aparentemente não fazem nada mais do que uma relação no âmbito do acordado deveria ter. Mas amizade não se faz somente disso. Cada palavra dita, cada expressão e momentos apreendidos, observados mesmo quando não o são para nós, ficam como um registro de um caminho contínuo na busca por paz e harmonia - em tudo que se ambiciona, em tudo que se vive!

A aniversariante foi coadjuvante naquele que foi seu dia de princesa, e os olhos d'água de uma dança, de uma históra, da partida de uma mulher, da esperança do pulsar da vida e nesse, de presenciar seus rebentos debutarem tão lindos e felizes quanto aquela menina, de estar em casa e na casa que reformula, de tomar as rédeas de sua vida em plenitude ou perto disso pode ter sido o filme que aqueles olhos tão sinceros visualizaram e juntos com eles, toda uma casa.

8.1.12

Dia de Reis, dia de donaReis!


Mais um 6 de janeiro, mais um dia de Reis, mais um dia meu!
Não por acaso gosto muito desse dia, mas por acaso algumas coincidências se dão!
Seis de janeiro, para mim, é = paz, serenidade, boas energias, aconchego, amor, descobertas, pedidos. Não são só as palhinhas que queimam, mas também as energias ruins que se deram, o deixar para trás o erros; assim como renovam-se o guardar com carinho os encontros, as realizações, os aprendizados, os olhares, os caminhos, os amigos, o 'sangue', o amor e os desejos bons; e desejos bons não faltaram nesse dia!
Que muitos dias de Reis venham e que sejam sempre cheios de muito axé, de muita luz e momentos bons, assim como é meu desejo para 2012 a todos! Que seja um ano abençoado, de muita saúde, de muita paz, de muita sabedoria e uma consciência leve, tranquila, feliz para todos nós!

Aos meus 'amores' que me deram um lindo dia de Reis, meu obrigada; aos meus 'anjos' que me presentearam com sua presença, guloseimas deliciosas, boa música e energia, meu obrigada; a todo meu povo, cujo carinho e respeito dispensam mais palavras, meu muito obrigada!


Mais um assassinato, mais um descaso!

As questões de terra quando se fala de comunidades indígenas, quilombolas e outros grupos étnicos há muito vêm sendo discutidas por entidades, governo, universidades (trabalhos acadêmicos), etc. Entretanto, tais discussões, dentro de cada um desses espaços, tomam ares distintos e dificilmente chegam a um consenso, a uma solução - ou ao menos a uma tentativa dela. Chama-se os órgãos competentes, faz-se reuniões, a busca de uma resolução é acordada, o tempo passa e o assunto é esquecido até que outro acontecimento, outra morte, outro agrupamento ocorram chamando a atenção da sociedade e do poder público. 

Desde a semana passada leio nas redes sociais notas de repúdio e matérias de blog's compartilhadas nas páginas de algumas pessoas sobre o assassinato de uma criança indígena, no interior do Maranhão (Ecos da Luta). Trata-se de um assunto muito sério, de uma problemática antiga e que longe de ter um fim (correto!) está.

Tenho uma opinião à parte e essa 'vai de encontro' a algumas posições; mas o que me incomodou, nesse caso, foi a forma com que alguns trataram a notícia e a repassaram, banalizando, de certa forma, a situação. Isso é uma problemática séria, que envolve muitos interesses e precisa ser pensada e feita com cautela, seriedade e respeito. É uma pena que nem todos percebam isso.  Anyway!

8.12.11

Cu de xita? Talvez!!!

Hoje é dia de N. Sra. da Conceição, santa que gosto muito e de um cu de xita muito especial que não poderei abraçar pessoalmente.

Ele não tem ideia da revolução que provocou há um booooom tempo, nem da importância que já tem na minha vida. Quando o conheci não dei muita bola: "Um menino!"  :-), mas o respeito por sabê-lo irmão de um grande amigo, fez-me observar e observar... bastaram algumas conversas e pronto; já o mando até à m... (rs). 
Adoro quando canta inspirado ou me olha com cara de 'capetinha' e também quando percebe meu astral. Admiro sua concentração e seriedade na hora que assim tem que ser; admiro sua força e coragem, como poucos teriam; mas não aprecio seu lado bravio (mesmo quando está com a razão), confesso, pois o deixa irreconhecível em dados momentos; nem de ver sua agonia e preocupação, dando-me vontade de dar a ele colo e aquietar seu coração. Às vezes quero puxar sua orelha; e em outras, pedir desculpas pelo 'não saber', pela intromissão... se ele soubesse que em alguns momentos sua agonia e preocupação passam a ser minhas também!


Desejo ver novamente aquele sorriso que vi tão sereno, espontâneo e matreiro a mirar, encantador, pois nele vê-se 'vida' e um pouco do que guarda dentro de si! Queria ser mais presente em sua vida e poder fazer mais, mas diante do batalhão que o ama muito, parece egoísmo meu tamanha pretensão. Sua linda esposa sabe que ele é, talvez, a única pessoa que tem de mim e em mim duas das minhas melhores coisas: uma delas ele a tem em plenitude, enquanto ser humano; a outra, conquistou aos poucos!
Ontem ''conversávamos/brincávamos'' sobre a permissão de sua esposa em ter uma amante e o que ela saberia de antemão com relação aos seus defeitos... não completei a frase, mas ia dizer que essa 'outra' em sua vida seria uma mulher de muita sorte e honra, pois as qualidades desse cu de xita do meu core superam em gênero, número e grau qualquer defeito que tenha!


Parabéns, meu anjo  e amigo!
Que tua dona, minha amiga e parceira, e os teus consigam te dar a tranquilidade e a vida a brilhar nesses olhos tão camuflados de um mundo de sonhos e desejos que transpassarão aquele ''número par do teu destino'' - desejo esse que também é meu hoje! #mpOtpsc

25.11.11

mentes tu, mente ele, mentimos nós... mente o galo!


Minha casa foi invadida por um galo que nunca canta nada. Mas não é que hoje, tentando falar ao telefone, ele resolve tagarelar mais que a moça da propaganda da Claro?! Quase faço um ensopado de galo (rs). Já ouvi que os galos têm sua face enganosa, que se esconde no canto austero e alto e lembrei da anedota sobre a mentira, a desculpa dada para justificar algo. No final, terminei minha conversa, o galo parou de cantar, mas a palavrinha não...Mentiras!
O sr. Aurélio é curto e grosso: Mentira é a afirmação contrária à verdade; engano propositado. 
Quanto mais intimidade vamos construindo, menos as pessoas nos conhecem e menos ainda nos creem quando falamos do trabalho, das pessoas, das perdas, mesmo quando Cazuza diz que o 'tempo não pára!'.  E não... não é por 'sacanagem' que deixamos que falem crentes que estamos acreditando, e sim porque às vezes não vale a pena desmenti-los; seria o mesmo que perguntar por quem nos tomam. As pessoas...melhor, nós somos assim!
Cazuza estava certo: o tempo não pára, não espera, não mente e age. Agora, o sr. Aurélio, bom...deixa o velhinho quieto com seus sinônimos, adjetivos, substantivos, verbos e tudo mais e quanto ao galo... mais um acorde daqueles, vai pra panela! =P

19.11.11

Todo dia é 20 de Novembro!

Todo dia é 20 de Novembro e todo dia é dia de Zumbi!
Comemorar e lembrar Zumbi é comemorar e lembrar todos os Pedro, João, Josefa, Neide, Noel, Pirrixi, Maria, Sebastião, Conceição...ou todos os nossos Oxalá, Xangô, Iemanjá, Agontinme, Cosme, Machado, Gonçalves, Abdias, Oliveira Silveira, Caó e tantos outros que deram e dão seu suor, palavras, trabalho, conhecimento e sangue, pedindo o mínimo: Respeito! A partir dele, 'um mundo' se abre.
Sem exageros, só quem vive e sobrevive em meio à desigualdade e ao desrespeito em 'n' sentidos, sabe o que significa essa luta, que é constante e - individual ou coletiva - não deixa que a esperança face à realidade se esvaia! 
Me orgulho de contribuir, ainda que pouco, com essa luta. Por isso, viva, sim, o 20 de Novembro e viva a todos os ''Zumbi's'' e ''quilombolas'' que somos!

29.10.11

Terras de negro em terras da Santa

Santa Teresa D'Avila é uma santa espanhola que viveu no século XVI e em Alcântara, Maranhão, desde a presença da Ordem Carmelitana é padroeira e ''dona das terras'' de uma comunidade negra rural quilombola, cujo nome significa Pedra, Peixe e Rio.


P
oucos sabem sua origem e trajetória religiosa, mas há muitas décadas festejam a santa branca num misto de sincretismo, religiosidade, laços, tradição, cultura; hoje, com algumas nuances distintas, que aqui não cabe explicitar. Trata-se de uma celebração muito bonita e por si só, um campo de estudo de muitas possibilidades.

Ano passado foram três dias de marteladas, sobe e desce escada, cola aqui, suspende acolá, filma a saída, fotografa as danças, aprende a preparar o bolo de tapioca (ou pelo menos a moldá-lo, o que segundo duas jovens senhoras muito queridas me saí muito bem =D), acompanha a procissão, rever pessoas queridas, descobrir outras mais, os sorrisos infantis, a intimidade espontanea e muita sinceridade e carinho recebidos.

Assim como naquele, esse ano era para ser uma viagem de trabalho, mas acabou sendo também uma viagem de surpresas, a começar pelas companhias de um c. de xita e sinhá e dias antes de um raso e divertidissima e profissional Áurea, cuja cumplicidade e sintonia foram maravilhosas. Muitas apreensões e observações preciosas, que nesses três anos e meio a contar o primeiro contato não havia presenciado/compreendido/apreendido. Como pesquisadora foi um presente: espectadora de um ritual mais simbólico do que efetivo. Como pessoa e, de certa forma, hoje parte daquilo tudo, um 'renovar de forças' e também um distinguir das mesmas sob 'n' sentidos e formas.

Fica aqui minha homenagem
a Santa Teresa D'ÁVila de Jesus e àquele território étnico belo, complexo e rico, do qual muito me orgulho de conhecer um pouco e de tantas coisas boas que vivi por lá e a partir de lá.

Principalmente para ti, criança...

Se fosse falar dos territórios sob o viés que pensei, talvez Canclini e seu 'hibridismo cultural' fosse uma boa pedida. Mas aqui, usando o mesmo 'pensar', acho que Levi-Strauss e os 'mitos' viriam a calhar, só que talvez numa direção bem mais complexa, quase ancestral e de difícil entendimento (porque fácil) para um batalhão de 'pesquisadores da vida', no qual me incluo.
Nesse sentido, cachoeiras de perguntas me vêm ora ou outra por 'distintas' pessoas, buscando respostas plausíveis para aquilo que não precisa de respostas claras, e sim de 'sentires'. E começam: "Então, minha jovem, como se dá essa ligação? Sob que critérios? Como explicar todo esse batalhão?"
O mais tocante é que são questionamentos para a pessoa 'errada', sem perceberem que das mesmas inquietações padeço!

Algumas respostas estão no cotidiano, por isso, se responder, lá, onde fui fisgada pelo amor e a cumplicidade se fez convidar, estão minhas crianças, traquinas, cheias de vida e vontades, sem distinções alguma. Como negá-las? Também, minha amiga... que mulher, que cheiro e sapiência, uma dama; e dois rasos, rasíssimos, notáveis e queridos. Ganhei amigos que me tomaram pra si e que muito me honram a amizade e cada vez mais me fazem pensar nossos caminhos marcados por encontros,
amadurecimentos, elos, descobertas; lindas descobertas!
Sinto-me feliz e orgulhosa por ver, mesmo com pequenas falhas, a organização e seriedade com que seguem seus caminhos e preparam os dos seus e de contribuir um pouco com isso; faz sentir-me útil e privilegiada.
Queria ter o dom do desenho e das palavras para registrar os encontros, trocas, aprendizados, momentos de cumplicidade como se dali outros não fossem se repetir. Mais: o vigor das buscas, do experimentar e, principalmente, das percepções de si, do outro, dos outros. Mas ai, diria certa jovem, "seria querer demais, né, c. de xita?!".

Contudo, não seria querer demais ver o brilho nos olhos daquele homem tão jovem e tão forte e seus sentimentos aflorarem sem medo e sem entraves, porque tão belos quanto seu coração, são; e sabê-lo vivo e comigo até a velhice (minha, primeiro rs), mirando-me com aqueles 'olhos de capetinha' e aquele sorriso matreiro, dizendo: "Talvez!". Assim como sair do coração daquela outra bela criatura como mulher pra dar lugar de vez à candura de uma amizade forte e sincera. Também ao que espera (mas não busca) sua paz, ter a noção do seu entorno e de tudo e todos, incluindo seu 'perfume de jasmim', tomando posse do que é seu. E as duas almas gêmeas mais pares que podia haver? Que criaturas são aquelas?! Mais pareço-lhes o regente. Como pode?! =O E todos os rasos, toscos, ralados, cdx...
Algumas respostas vêm do cotidiano, mas as demais, um dia descubro. Até lá... vou 'talkeando' com Levi-Strauss e me deliciando com os mythos que aportam por um 'desvendar, desnudando os significados' e que tem muito a ver com tudo isso!
Minha criança, consegui cumprir a promessa do texto?!

#mpeqgaptam

Amor n°. 2!

Há dias fiquei de fazer um texto para minha criança, mas fui adiando, adiando e agora, ao abrir o blog, no rascunho, encontrei esse 'poema' (?), texto ou o que quiserem chamar que fiz em outubro de 2010 para uma pessoa muito especial, que há quase duas décadas está comigo. Então, resolvi publicar, pra meu 'Amor n°. 2'. Só tem sentido pra nós, a começar do título e é isso que importa!

"És meu amor primeiro
tua alma triste me oprime o peito
e as faz descer. Não compreendes?
Por Deus, não desanime nem o redor
sufoque teu lindo sorrir

Que será de mim, meu amigo-tudo
lá, no futuro, se não puder tocar?
nem o rebento por ti desejado a trazer aos braços
já não tão distante, todo o acalanto, todo o aconchegar

Não me alegra saber-te triste
tua tristeza é minha, mestre dos caminhos
confiaste a intimidade outrora e nas belas frases
boquiaberta deixava-me, a embebecer

Não te entregues agora,
o hoje, fomos buscar
e mesmo no meu egoísmo mútuo,
meu amor transcende qualquer passo teu,
qualquer caminhar

Não desista agora,
olhe-a anunciando as novas
deixe que seu brilho tome todo o espaço
e num desabafo, permita-me a companhia
de alguns momentos teus olhos mirar

porque és meu amor primeiro, e esse posto
nem cores, andantes ou anunciados
de ti conseguirão tirar!
és meu amor primeiro, meu primeiro par!"


13.10.11

Encontrar o mar...

Senhores,
a vida às vezes se apresenta como o olhar daquela 'dona', que me encantou!
Por isso, no 13 de hoje, aproveito o encontro com o mar e os recados da vida para as respostas, que ora acalmam, ora bravias como ele, adentram em mim....me resta a permissão!

"Há belezas que são pares,
mas seu vigor depende de pequenos e grandes gestos.
A minha beleza encontra a tua, quando as vendas se deixam cair,
mas tornam-se assombrosas, se não percebes o que está ai, aqui, em todo canto...
porque só há o belo, nesse caminho, quando as energias
que as mãos tocaram de costas pra um tempo só
cuidam dos corpos, dos sonhos e do encantar,
mas todo encontro é aprendizado, não esqueça
e mesmo os elos do oculto se deixam quebrar.
Deixarias, tempo meu, que se quebre o caminhar,
e de belo se torne feio esse conto, esse meu cantar?!"

Ps. Não te 'quedas', 'amiga' minha, não é pra vocês esse dedilhar!